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Segunda, 09 Outubro 2017 10:03

SAMARCO realiza reunião em Matipó com a população e Lideranças da cidade

Os representantes da SAMARCO Denis Antônio da Silva – Chefe de Equipe Minedoduto, Rodrigo Cristelli – Chefe de Departamento / Meio Ambiente e Estaneslau Klein – Coordenador de Desenvolvimento Socioinstitucional, estiveram presentes  na última sexta-feira (6) na APAE em Matipó, em uma reunião com representantes da Samarco, Prefeitura Municipal, Câmara de vereadores, Associação Comercial, Comércio Local e população.

A proposta da reunião foi relatar tudo o que a mineradora tem feito para solucionar os danos provocados, desde o momento em que a barragem de Fundão se rompeu. Reparações empreendidas pela empresa continuam sendo realizadas pela Fundação Renova, nas frentes sócio econômica e sócio ambiental.

A Samarco tem como valores a transparência, a integridade, a colaboração, o respeito e a sustentabilidade. Em pauta, foram tratados assuntos relevantes ao retorno das atividades da empresa no município.

O QUE A SAMARCO TEM FEITO?

Diante dos impactos ambientais gerados pelo rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, a equipe de meio ambiente se mobilizou para desenvolver ações emergenciais de mitigação, reparação e recuperação das áreas impactadas em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Estruturamos métodos para a avaliação sistemática dos efeitos dos rejeitos sobre os corpos hídricos (rios Gualaxo do Norte, do Carmo e Doce), além das ações para resgate de peixes e preservação da biodiversidade na bacia hidrográfica do rio Doce.

Adicionalmente às ações emergenciais, contratamos a consultoria Golder Associates Brasil Consultoria e Projetos Ltda. para desenvolver um plano de recuperação e monitoramento na área impactada, desde Santarém até a foz do rio Doce. A Golder Associates, empresa de atuação internacional, com experiências anteriores em planos de recuperação ambiental,  assessora na execução de uma estratégia robusta para mitigar os impactos ambientais causados, em linha com as melhores práticas e tecnologias aplicáveis à situação.

ÁGUA

O abastecimento de água em todas as cidades impactadas pela passagem da pluma de turbidez foi reestabelecido.

  • Monitoramento da turbidez do rio Doce: acompanhamento diário da turbidez no rio Doce em 22 pontos definidos pelo IBAMA; mais de 48 mil laudos emitidos, os números totais de parâmetros analisados acumulam mais de um milhão de resultados; resultados atuais indicam que a qualidade da água do rio Doce encontra-se similar aos padrões observados em 2010, conforme indicado no relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e da Agência Nacional das Águas (ANA).
  • Monitoramento da água: monitoramento da qualidade da água em 94 pontos ao longo do rio Doce e nas áreas marinhas próximas à foz – 37 pontos no mar e 57 pontos no rio Doce. Além disso, é realizado monitoramento da pluma no mar por meio de sobrevoos (três vezes por semana). O objetivo é de delimitar a pluma primária, além de subsidiar as questões relativas à balneabilidade, pesca e possível entrada em estuário. Participam da ação um profissional da área de oceanografia e representantes dos órgãos ambientais (IEMA, IBAMA ou ICMBio). Com base em registros georreferenciados e observações dos profissionais durante o voo, é gerado um relatório com o mapa da dispersão da pluma primária no mar.
  • Barreiras na foz do rio Doce: antes da chegada da pluma de turbidez na foz do Rio Doce, foram instalados 9 mil metros de barreiras, em sentido longitudinal, nas duas margens do rio e em ilhas localizadas no estuário, com o objetivo de isolar as áreas de vegetação do estuário.

BIODIVERSIDADE

Desde antes da chegada da pluma de turbidez no Estado do Espírito Santo, em parceria com o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (IPRAM), foi realizado o programa de Resgate, Manejo e Reabilitação de Fauna terrestre e semi-aquática ao longo de todo o percurso do rio, contando com especialistas (biólogos e veterinários), além de estruturas de apoio como o Centro de Reabilitação dos Animais (CRAM).

  • Resgate de peixes e crustáceos: nas regiões de Baixo Guandu, Colatina e Linhares (ES), foi realizado o resgate de mais de 2,3 mil peixes e crustáceos. As espécies resgatadas foram destinadas para tanques de piscicultura do IFES de Itapina – Colatina (ES) para um futuro desenvolvimento de repovoamento dos peixes nativos no rio Doce. Em Aimorés (MG), o resgaste ictiofaunístico ocorreu entre novembro e dezembro de 2015 no canal de adução da UHE de Aimorés. Foram capturados 491 indivíduos de espécimes diferentes. A soltura dos peixes resgatados ocorreu na margem do rio Manhuaçu.
  • Fauna aquática: foram realizadas, pela empresa Bioma Estudos Ambientais Ltda. EPP, coletas de espécies de fauna aquática (peixes) para análise laboratorial antes e após a chegada da pluma de turbidez. O objetivo foi avaliar a existência de elementos químicos e suas concentrações nos peixes.
  • Ovos de tartarugas: para minimizar os impactos da chegada da pluma de turbidez à foz do Rio Doce, em Linhares (ES), o projeto Tamar, de forma preventiva, recolheu ovos de tartarugas na praia de Comboios, levando-os para uma área fora da pluma.
  • Revegetação: um trabalho de revegetação está sendo realizado às margens dos rios Gualaxo do Norte, do Carmo e Doce, entre a cidade de Mariana e a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, localizada entre as cidades de Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado (MG). O trabalho contempla um mix de plantas nativas de rápida germinação. Foram revegetados 800 hectares inicialmente previstos ao longo dos rios Doce, do Carmo e Gualaxo, em Minas Gerais. O objetivo é promover a melhoria das condições do solo e possibilitar ações futuras para sua recuperação, minimização da dispersão de poeira e auxílio na contenção de sedimentos para os cursos d’água.
  • Peixes no rio Doce: em diagnóstico conduzido pelos profissionais da Acqua Consultoria, contratada pela Samarco, foram detectados cardumes de peixes, de diferentes espécies, ao longo do rio Doce, desde a sua foz até a altura da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Rio Doce (MG). O estudo, conduzido no mês de dezembro, indicou 215 registros ao longo de 670 quilômetros quadrados, em todas as áreas avaliadas, independente de terem sido afetadas ou não pela pluma de turbidez. Para realizar essa análise, utilizou-se um sonar acoplado a um barco propulsionado com um motor de popa. Cada seção de rio foi percorrida de forma a cobrir um trajeto em formato de Z. O percurso foi gravado simultaneamente em GPS (Global Positioning System) e em vídeo, com imagens da coluna d’água. Como parte do monitoramento contínuo da vida aquática no Rio Doce, foi realizada, entre os dias 16 e 21 de março, a segunda expedição com o sonar, para identificar a presença de peixes e de outros elementos da fauna marinha ao longo do rio. O trecho percorrido compreende a foz do Rio Doce, no povoado de Regência, no Espírito Santo, e o reservatório da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Rio Doce (MG), totalizando também 670 km.

A Samarco tem cumprido os compromissos e obrigações que assumiu, assim, como tem adotado “todos os esforços para reparar e remediar os danos causados”.

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